War Soundtrack

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Wehrpaß e Soldbuch de um Oficial de Artilharia Alemão

Wehrpaß e Soldbuch de um Oficial de Artilharia Alemão:


Kurt Emil Freytag
Nasceu em 01.12.1898

Veterano da Primeira Guerra Mundial de 1917-1918.
Serviu no Exército Alemão até 1919.
Foi reincorporado em 1936 como Oficial da Reserva.
No início da guerra em 1939 estava no I./A.R. 168
Em 1940 foi promovido a Oberstleutnant (Tenente Coronel) der Reserve.
Estava no Afrikakorps em 1942 quando recebeu a Cruz de Mérito Militar de 2ª Classe com Espadas.
No final da guerra em 1945 estava servindo na Noruega como Wehermachstreifen Kommandeur (R).


Com a reintrodução do serviço militar obrigatório em 1935, o Supremo Comando da Wehrmacht (Alto Comando das Forças Armadas), ativou o serviço alternativo militar em Centros de Recrutamento Militar em toda a Alemanha para processar e administrar as convocações em procedimento. 

Quando os indivíduos recebiam seu aviso de inscrição deveriam se apresenetar no centro de recrutamento adequado, onde seria emitido um "Wehrpass" (Livro de Passagem Militar).

Quando um indivíduo fosse introduzido no serviço militar ativo o Wehrpass era trocado por um "Soldbuch" (Livro de Pagamento), que permaneceria em posse do destinatário como seu documento oficial de identificação militar. 

O escritório de recrutamento manteria o "Wehrpass" e nele seria registrado todo o serviço ativo do indivíduo. 

"Wehrpass":








Suas condecorações:

Eisernes Kreuz II Klasse, 1914*
Verwundeten-Abzeichen, 1914*

*As duas primeiras foram recebidas durante seu serviço 
na Primeira Guerra Mundial de 1917-1918.

Kriegsverdienstkreuz II mit Schwertern, 1939**

**Ele recebeu a Cruz de Mérito Militar com Espadas de 2ª Classe 
enquanto estava no Afrikakorps em 1942.







"Soldbuch":




















- NOTA - 

Este espaço, Museu da Vitória - Nero Moura, é destinado à divulgação de histórias de veteranos de guerra através de seus objetos, e não possui nenhuma conotação ideológica de natureza totalitária, racista, discriminatória ou antidemocrática. 


Somos apolítico e focado na história militar e no estudo dos vários aspectos ligados a Militaria (estudo de objetos militares). Não toleraremos manifestações contrárias a nossa filosofia e objetivos.

sábado, 16 de julho de 2016

Distintivo de Motomecanização do Exército Brasileiro

Antigo distintivo de “Motomecanização”
do Exército Brasileiro:





A Motomecanização no Exército Brasileiro remonta ao final da década de 10 do século passado, fruto da experiência e ensinamentos gerados com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), onde ela se consolidou nos principais exércitos do mundo. 

A Missão Militar Francesa, entre 1919 e 1940, implementou a motomecanização no Exército, o que acarretou um grande volume de novos equipamentos e proporcionou um aumento significativo das necessidades de manutenção de material rodante militar, bem como das demais atividades paralelas requeridas a sua manutenção.



Em 1923, foi criado no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, o SCT (Serviço Central de Transportes do Exército), equipado com diversos modelos de caminhões e veículos para uso militar. A estrutura montada era impressionante para os padrões da época, uma vez que dos veículos, eram adquiridos somente o chassi, o motor e a parte dianteira, sendo posteriormente montados na própria unidade que possuía um parque para montagem e manutenção, com serviços de carpintaria para cabines e carrocerias, borracharia, funilaria, serviço para baterias e mecânica em geral, além de postos de abastecimento de combustível e até elevadores hidráulicos para efetuarem manutenção, lavagem e lubrificação.



Na década de 30, período de grandes conturbações políticas no país, os veículos automotores foram de grande importância para o deslocamento de tropas nos mais distantes pontos do país.  O fascínio provocado por essas viaturas chegou a tal ponto que algumas foram transformadas em veículos blindados, armados com metralhadoras pesadas e que operaram com relativo sucesso, principalmente nas Revoluções de 1930 e 1932. 

A primeira tentativa em padronizar os veículos em uso no Exército se dá por volta de 1937, quando foram estipuladas normas para veículos de transporte de carga ou pessoal, tendo sido adotado as marcas Ford, Chevrolet, Dodge e Commer.  

Em 1938, os blindados Renault, adquiridos na década anterior, foram substituídos pelos carros Ansaldo, de fabricação italiana, os quais passaram a mobiliar o recém-criado Esquadrão de Autometralhadoras. Mais tarde, este Esquadrão tornouse o Centro de Instrução de Motorização e Mecanização; primeiro centro de instrução de Material Bélico. 

Outra importante tentativa se dará em 1939, quando se padroniza o modelo de carrocerias para caminhões a serem utilizados pelo Exército Brasileiro. 

Na verdade a padronização só será atingida a partir de 1942, quando o Brasil, após se posicionar ao lado dos aliados em plena Segunda Guerra Mundial, passa a receber modernos equipamentos militares dos Estados Unidos e como este havia padronizado os diversos tipos e modelos de veículos para equiparem seu Exército, o mesmo irá ocorrer no Brasil, principalmente no pós-guerra. No mesmo ano o Centro de Instrução transformou-se na Escola de Motomecanização.

Durante a Segunda Guerra Mundial, criou-se a 1ª Companhia Leve de Manutenção, integrante da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária. Através das experiências colhidas na campanha da Itália, o Exército Brasileiro reformulou o seu apoio logístico, criando, em 1946, batalhões de manutenção e companhias de manutenção leves, médias e especiais. 

Plínio Pitaluga e oficiais durante curso de motomecanização nos EUA - 1944:

Plínio Pitaluga:

Gen Plínio Pitaluga:



Os passos mais importantes para a consolidação da Motomecanização no Brasil se deram em duas ocasiões distintas, a primeira com a transformação do CIMM (Centro de Instrução de Motomecanização em EsMM (Escola de Motomecanização) em 1942, embrião da atual Escola de Material Bélico - EsMB. O outro em 1944, quando no Plano de Reorganização do Exército, foi firmado um acordo com os Estados Unidos, pelo então Ministro da Guerra General Eurico Gaspar Dutra e desta forma surge o Parque Central de Motomecanização (PqCMM), atual PqRM/1 (Parque Regional de Manutenção da 1ª Região Militar), cuja finalidade foi a de recuperar e manutenir todo o material motomecanizado em uso no Exército, nos mesmos moldes do norte-americano. A Força Expedicionária Brasileira pôde comprovar, naquela ocasião, esses exemplares padrões de manutenção e suprimento.



Foi um fator decisivo para a criação em 1946 do Curso de Engenharia Mecânica e Automóveis, na então Escola Técnica do Exército, atual Instituto Militar de Engenharia -IME.

Em 4 de novembro de 1959, por meio da Lei nº 3.654, foi criado o Quadro de Material Bélico, ao se observar a importância da Logística ao longo daquele conflito global. Graças a esta nova modalidade, os blindados e as viaturas mantiveram-se em estado permanente de disponibilidade. Essa eficácia operacional resultou da capacidade de os exércitos aliados manterem seus veículos em funcionamento quase ininterruptamente. No ato da sua criação, o Quadro de Material Bélico adotou como símbolo dois canhões coloniais sobrepostos, os quais faziam parte do brasão de armas da Casa do Trem, fundada em 1762 e na primeira Unidade específica de Material Bélico.




Em 1960, na antiga Escola de Material Bélico muda para o nome para Escola de Sargentos de Logística.

Hoje o Exército Brasileiro na área de Motomecanização é bem completo, haja visto que boa parte do material é de origem brasileira, produzido e desenvolvido por empresas brasileiras e multinacionais com filiais e fábricas no país. 

Texto extraído do artigo do amigo Expedito Carlos Stephani Bastos:

http://www.ecsbdefesa.com.br/fts/MOTOMECANIZA%C7%C3O.pdf 

Outro texto:

http://www.eb.mil.br/documents/16541/1256579/matbel14.pdf/3f6e9ed8-1886-4359-b979-626c6ff1b4a9

1º Distintivo do Curso de Motomecanização do Exército Brasileiro:




Medidas: 6,6 x 2,8 cm.


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Luftwaffe FLAK Soldbuch

Luftwaffe FLAK Soldbuch:


Com a reintrodução do serviço militar obrigatório em 1935, o OKW - Alto Comando da Wehrmacht (Forças Armadas), ativou o Wehrersatzdienststelle (postos de recrutamento) em toda a Alemanha para processar e administrar o procedimento de chamada ao serviço militar. Quando os indivíduos recebiam o aviso de alistamento onde estivessem deveriam se apresentar e informar o recebimento ao centro de recrutamento mais próximo, onde era emitido um "Wehrpass' (Livro de Registro de Passagem Militar) até ser introduzido no serviço ativo. A partir do Outono de 1939, quando um indivíduo fosse introduzido no serviço militar ativo, o "Wehrpass' era substituído por o livro de pagamento "Soldbuch" que deveria ser mantido pelo destinatário como seu documento oficial de identificação militar. O escritório de recrutamento manteria a "Wehrpass" e nele seriam registrados todas as alterações da vida militar do soldado e, geralmente, se o indivíduo fosse morto em batalha, o "Wehrpass" seria encaminhado ao seu parente mais próximo como uma lembrança do seu tempo de serviço, enquanto o livro de pagamento "Soldbuch" seria devolvido ao WED - Wehrersatzdienststelle (postos de recrutamento) apropriado. 


Conforme informações da página 1 deste "Soldbuch", o documento pertenceu ao soldado Michael Friedrichs, que nasceu no dia 17 de Julho de 1921 em Kerpen, próximo Koln (Colônia). Sua regigião era Católica e sua profissão na vida civil era "Backer" (padeiro). 


Na sua vida militar ele foi (informações da página 1):

05.02.1941 - Kanonier
01,03.1942 - Gefreiter (Cabo)
01.04.1943 - Obergefreiter (Cabo Superior)
01.09.1944 - Unteroffieier (Sargento)

Seu "Wehrnummer": Koln I 21/6/19/4. 


Unidades que ele serviu (informações da página 4):

5./Leicht FLAK Ersatz Abteilung 94
FLAK Regiment 49 - Nachrichten Zug
Gruppe I - Transportgeschwaden 3 (a partir de 30.01. 1944)


Na página 5, constam as informações de parentesco (filiação, parentes mais próximos, esposa).



Na página 11 consta que ele esteve hospitalizado no dia 25.11.1944.

Na página 14 consta que ele recebeu os seguintes equipamentos: máscara de gás, baioneta (Seiten Gewehr), Carabina 98K (número de série 1865) e pistola 08 (Luger) com 16 cartuchos. As inscrições em vermelho dão conta da devolução do equipamento no Almoxarifado.


 Na página 15 constam as vacinas que ele recebeu: 
Varíola, Tifo, Sarampo, Cólera e uma última não identificada.


Na página 21 consta que ele recebeu treinamento contra espionagem e sabotagem.
Na página 22 esta registrado que ele recebeu treinamento sobre Código Penal Militar e Punições.

Na página 22 constam as seguintes condecorações recebidas por ele:

Insígnia de Especialista em "Tatigkeiten Abzeichen" (01.05.1942)
KVK 2 com Espadas (19.08.1944) 

Nas páginas 23 e 24 estão registradas as licenças autorizadas, 
sendo a primeira em 23.07.1941 e a última em 24.12.1944.


Aparentemente sobreviveu à guerra. A última anotação foi em 06.04.1945.


- NOTA - 

Este espaço, Museu da Vitória - Nero Moura, é destinado à divulgação de histórias de veteranos de guerra através de seus objetos, e não possui nenhuma conotação ideológica de natureza totalitária, racista, discriminatória ou antidemocrática. 


Somos apolítico e focado na história militar e no estudo dos vários aspectos ligados a Militaria (estudo de objetos militares). Não toleraremos manifestações contrárias a nossa filosofia e objetivos.