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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

USMC M1 Helmet - Fixed bails / Swivel bale

USMC M1 Helmet - Fixed bails  / Swivel bale:






Existem vários tipos de capacetes M1. Os capacetes de aço M1 descritos abaixo foram usados por Fuzileiros Navais americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Em todos os sentidos, exatamente igual ao capacete  M1 do U.S. Army, exceto por uma característica fundamental. Os Fuzileiros Navais (Marines) usavam uma capa camuflada reversível. Esta é a única maneira de distingui-los, mas no início da guerra na Batalha de Guadalcanal de agosto de 1942 a fevereiro de 1943 os Fuzileiros ainda não usavam estas capas camufladas.






A cobertura camuflada dos capacete M1 dos Fuzileiros Navais eram feitas em duas peças de algodão, modelo HBT do Exército, costuradas na forma do capacete. Ambas as partes tinham padrões de camuflagem impresso, permitindo que o fuzileiro muda-se a capa dependendo de onde estava. 


Um lado foi destinado para áreas de praia e o outro  era para áreas de selva. 


Havia duas variações de coberturas de capacete. Um tipo conhecido como o primeiro padrão, foi feita no final de 1942 e não tinham os buracos para fixação de camuflagem chamados de “foliage slits”. Estes 100% foram feitos durante a Segunda Guerra Mundial. 







Houve um segundo padrão introduzido em 1943. Era exatamente igual ao primeiro padrão, mas possuía as fendas folhagem nele. 


Era comum ver todos os dois tipos de capas de camuflagem em qualquer tipo de configuração do capacete M1. Se era o casco possuía a presilha fixa para a jugular (fixed bails)  poderia ter um liner "Hawley" do início da guerra ou um liner comum de fibra (low pressure liner) ou com uma presilha móvel (swivel bale) que poderia ter os dois tipos de liner.


A cor, a texturização e à forma do casco de aço podem indicar a idade do capacete. Os cascos da Segunda Guerra são um pouco mais altos, em um tom mais escuro de verde. A pintura de um autentico capacete da guerra deveria ter cortiça misturado na tinta antes da pintura e os capacetes do pós-guerra era utilizada areia.





Todos os cascos de aço com presilhas fixas (fixed bails) para manter a jugular foram produzidos durante a 2ª Guerra Mundial, a partir de abril de 1941 a outubro de 1943. 




Em seguida, começou a fabricação de presilhas móveis (swivel bale) . Um detalhe importante: as tiras das jugulares eram somente costuradas em ambos tipos de presilhas. O uso de grampos é do pós-guerra.


Um detalhe pouco conhecido: as coberturas camufladas de tecido não vinham de fábrica com as esperas (janelas de passagem) para as jugulares. Os Fuzileiros furavam o tecido à faca, então todas as capas possuem variações de tamanhos dos furos e tendiam a rasgar com o tempo. 





Todos os cascos de aço da Segunda Guerra possuíam um aro em volta da aba do casco com fechamento frontal (front seam) foram produzidos durante a 2ª Guerra Mundial a partir de abril de 1941 a novembro de 1944, com a presilha fixa ou móvel. Em seguida, a fechamento foi alterado para a parte traseira (rear seam) em agosto de 1945, quando cessou a produção.



Parte de trás do casco de aço:


Sob a borda frontal há um número que indica o lote indicação de saída da produção. Se esse número for entre 0 e 1300 trata-se de um capacete de aço da Segunda Guerra Mundial.


Uma característica distintiva dos casco usados na guerra feitos bem no início era ter rachaduras por estresse devido ao tipo de aço utilizado. Eles também foram equipados com um aro que perdia a pintura, mostrando o brilho do aço inoxidável do que era feito.



Detalhes das jugulares e suas ferragens:


Quando a produção destes capacetes começou, até 1943, a cor das tiras das jugulares na cor verde-oliva tipo 3 ou "OD #3" (caqui), a partir de 1943, os cascos começaram  a ser equipado com tiras verde-oliva tipo 7 ou OD #7 (verde musgo escuro). No entanto jugulares OD #3 podem ser encontrado em casco com fechamento traseiro produzidos no final da guerra em 1945. Os capacetes do pós-guerra tinham as jugulares na cor cor OD #7.








Os primeiros exemplares da guerra tinham uma fivela de bronze. Os do meio da guerra eram equipados com fivela de aço "blackend" com design simplificado. Os capacetes do final da guerra possuem uma fivela de latão enegrecido com design simplificado. Desde setembro de 1944, um novo gancho foi lançado, chamado de "T1", embora tenha padrão apenas nas produções dos anos 50.


Casco de fibra (low pressure liner) produzido 
a partir de abril de 1942 a novembro 1943:


Modelo sem pintura:




Numeração do fuzileiro:


As correias (straps) e as anilhas (A washers) durante a guerra do liner na época da guerra eram na cor OD # 3, enquanto os modelos do pós-guerra tinham a cor OD # 7.




A jugular (chinstrap) de couro era outro componente que pode ajudar a datar um liner. Todos os "chinstraps" do pós-guerra são feitos de aço enegrecido e marcados "DOT" sobre os rebites e, geralmente, têm uma âncora aleta sob a aba da fivela.

Um dos fabricante do liner: "Westinghouse": 


No início da guerra as anilhas (A washers) de alumínio eram sem pintura e posteriormente eram pintadas de verde. As de final de guerra e pós-guerra eram pintadas de preto.




Um dica de colecionador: observe a diferença de costura em torno das bordas da cobertura do lado camuflado para ser usado na selva com tons de verde e depois do outro lado para a praia com tons de bege e marrom. 


Repare que no lado marrom, a costura possui pequenos triângulos? Essa é a única maneira de saber se este cobertura camuflada é da Segunda Guerra Mundial ou seja, num padrão legítimo. 




Observe a costura lado verde agora. É mais circular, e, certamente, não num formato triangular. Nos tempos da Guerra da Coréia, as coberturas camufladas dos capacete foram feitas com a costura circular em ambos os lados, e na Segunda Guerra apenas do lado verde. 




Outra dica, se houver um carimbo do "EGA" (símbolo dos Fuzileiros Navais americanos) na parte da frente da cobertura em ambos os dois lados da capa, há uma grande chance desta cobertura for da Guerra da Coreia.


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Plaque d'identité Armée française

Plaque d'identité Armée française:


O Exército Francês alterou os seus regulamentos em 06 de julho de 1916 prevendo a utilização de uma etiqueta de identificação para cada soldado.

Modelo da Primeira Guerra Mundial era de uma placa gravada e
presa por correntes metálicas que tinham um fecho para ser preso no punho do soldado:


Posteriormente, pelo grande número de soldados não identificados em virtude da perda das placas em explosões ou amputações dos braços que elas estavam, cada homem deveria possuir uma placa com um dentilhada no meio, possibilitando que esta placa fosse dividida em caso de falecimento. Um dos lados da placa deveria ficar no corpo e a outro ficaria com a pessoa responsável para o enterro.

Modelos usados no início da Segunda Guerra Mundial:


Bracelet identite soldat francais 1934:



Bracelet identite soldat francais 1933:


Modelo da Segunda Guerra:


Um novo modelo foi utilizado durante a Segunda Guerra que a placa de identificação ficava presa no pescoço do soldado por uma cordinha ou corrente, mas o sistema era o mesmo, ou seja, a placa poderia ser dividida em duas em caso de falecimento em combate para uma melhor identificação do corpo:  


*Este modelo foi usado também na Guerra da Indochina e no início da Guerra da Argélia, sendo substituído depois por uma placa maior e com mais informações para identificação.

Modelo americano usado por um soldado 
francês na Segunda Guerra Mundial:



Barreta da Medalha de Serviço de Guerra da Marinha

Detalhes para identificação de uma barreta original 
da Medalha de Serviço de Guerra da Marinha do Brasil:


O prendedor não abre mais que este ângulo e
faz parte da estrutura metálica que dá o formato da barreta:




Notem a costura de fechamento da fita, bem como o detalhe do anel 
para fixar o prendedor também faz parte da estrutura metálica e é bem fechado, 
quase justo entre a agulha e a base:


A Estrela pelo que eu pude ver possui dois pins traseiros que abrem 
após transpassar a fita, no estilo americano, e a mesma fica presa por 
estes dispositivos entre a fita e a base metálica:



Notem os desenhos na Estrela, são todos padronizados. 




Obs.:As barretas com pins traseiros e "gotas" de plástico para fixação feitos nos anos 60-70, estilo da empresa carioca Randal que possui uma base metálica aparente na parte de trás da barreta com fixadores de arames finos nas duas extremidades. Considero reposição porque apesar das fitas serem de estoque antigas, as estrelas pelo que me lembro não possuem os detalhes das antigas, sendo mais simplificadas.

Eu nunca vi uma miniatura dessa medalha com Estrela(s).



terça-feira, 30 de agosto de 2016

Distintivo de Ferimentos (Verwundeten-Abzeichen) 1939

Verwundeten-Abzeichen
(Distintivo de Ferimentos, 1939)



O Distintivo de Ferimentos foi estabelecido originalmente em 3 de março 1918 pelo rei Guilherme II para reconhecer o sacrifício dos feridos durante a Primeira Guerra Mundial. 


O emblema foi instituído em três classes: preto, prata e ouro, refletindo o número ou a gravidade dos ferimentos recebidos. 

No dia 22 de maio 1939 AH re-instituiu uma versão ligeiramente modificada do Distintivo de Ferimentos com a adição de uma suástica ao emblema padrão de 1914-18 para a concessão de voluntários alemães que tinha sido feridos ao apoiar a Falange Nacionalista Espanholado Generalíssimo Francisco Franco contra os comunistas aliados ao Partido Republicano Legalista na Guerra Civil Espanhola (julho de 1936 a março de 1939). 


Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1º de setembro de 1939 AH mais uma vez reinstituiu outra versão ligeiramente modificada do Distintivo de Ferimentos, alterando o padrão do capacete da Primeira Guerra para o capacete no estilo M35 recém-projetado. O distintivo foi atribuído tanto para militares uniformizados como para o pessoal não-militar e, mais tarde, em março de 1943, ao pessoal civil que recebeu ferimentos como resultado de ação inimiga. 

Distintivo de Ferimentos Preto (Schwarz) era a menor 
das três classes era outorgado por uma ou dois ferimentos:



 O Distintivo de Ferimentos Prata (Silber) era atribuído para três ou quatro ferimentos, 
ou se a ferida fosse muito grave, ou seja: perda de membros, cegueira, etc.




Distintivo de Ferimentos Ouro (Gold) foi a mais alta das três classes e era entregue para cinco ou mais ferimentos sofridos, ou se o indivíduo fosse totalmente desmobilizado. Era concedido postumamente se o indivíduo fosse morto em batalha.



- NOTA - 

Este espaço, Museu da Vitória - Nero Moura, é destinado à divulgação de histórias de veteranos de guerra através de seus objetos, e não possui nenhuma conotação ideológica de natureza totalitária, racista, discriminatória ou antidemocrática. 


Somos apolítico e focado na história militar e no estudo dos vários aspectos ligados a Militaria (estudo de objetos militares). Não toleraremos manifestações contrárias a nossa filosofia e objetivos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Tenue (Tunique) Blanche Coloniale 1887 des Officier Supérieur des Troupes de Marine

Tenue ( tunique) blanche coloniale 1887 
des officier supérieur des Troupes de Marine:


Em 26 de outubro de 1886 os oficiais da Marinha Francesa, Fuzileiros Navais e as Tropas Coloniais foram autorizados a utilizar nas Colônias, um dolman de lona branca, fechada no peito através de sete grandes botões dourados com o símbolo da Marinha móveis.


Este uniforme foi usado no período da 
Primeira Guerra Mundial até a Guerra da Indochina.



O uniforme:




Local para fixação as condecorações:



Notem a grande quantidade de locais para 
fixação de Ordens Honorificas Estrangeiras:




Local para fixação das divisas de punho:


Botões dos "Troupes de Marine":


Cobertura: