War Soundtrack

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Tadeu Cerski - Um Gaúcho-Polonês Herói em Monte Castello

Um Polonês Herói em Monte Castello:


Fotografia original impressa na Itália de um grupo de combatentes brasileiros após a tomada de Monte Castello. Entre eles foi identificado o gaúcho de origem polonesa, Tadeu Cerski.

O Sr. Tadeu, um ativo membro da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira - Secção Porto Alegre, e foi voluntário para ir para guerra. Já estava em prontidão desde 1939 quando a Alemanha invadiu a Polônia, terra dos seus pais. 

Na época da batalha de Monte Castello era um Segundo-sargento do 8º Regimento de Infantaria da 38º Batalhão de Caçadores do 11º RI (Regimento Tiradentes), que participou do terceiro ataque à região, apenas 16 dias depois do seu batismo de fogo.  
Era madrugada de 12 de dezembro de 1944. Eles sabiam que surpreender o inimigo seria fundamental. Na hora combinada, avançaram. Os pracinhas marchavam às cegas. O terreno, coberto de lama, era bastante irregular, e os termômetros marcavam 20º negativos. A chuva havia oferecido uma trégua aos combatentes. De repente, a artilharia americana começou a disparar em Belvedere, a leste dali, quebrando o sigilo da operação: - "No clarear do dia, nosso pelotão estava na frente, dando sopa para o inimigo. Foi uma chacina. Dos 41 do meu pelotão, 12 morreram. Não foi fácil presenciar isso". As relações com os americanos estremeceram. Eles afirmaram querer ajudar os brasileiros, desviando a atenção dos alemães para Belvedere. - "Mas, na prática, a artilharia acordou os alemães, que ficaram a nossa espera. Não dava para conter a raiva", diz. O pelotão de Cerski atraiu o fogo inimigo uma vez mais. Foi no ataque derradeiro a Monte Castelo, em fevereiro de 1945.


O tenente que comendava o pelotão do sr. Cerski foi morto em combate e ele teve que assumir o grupo e ele conseguiu trazer os remanescentes membros do seu pelotão de volta para as linhas brasileiras.

O Sgt Cerski e seu pelotão marchavam sob o céu ainda escuro e em silêncio total. Deveriam prosseguir assim para não alertar os alemães, mas o exército americano lançou uma barragem de artilharia. O objetivo era atrair a atenção do inimigo para uma determinada área enquanto os brasileiros avançavam sobre outra. O resultado prático foi uma chacina.

- "No meio da noite, não se enxergava nada. Atirávamos nos clarões provocados pelos disparos das armas deles", recorda Cerski numa entrevista ao Grupo RBS.

Alertas e em posição, os alemães flagraram o militar gaúcho e seu pelotão a descoberto. As balas vinham pelo flanco. Somente nessa unidade, 12 homens foram mortos, com um detalhe: quase todos levaram tiros precisos na cabeça.

- "Fomos caçados feito animais, levando tiro na cabeça. Só um dos mortos não foi atingido dessa maneira", lamenta Cerski.

Monte Castelo ainda não seria conquistado dessa vez. Os brasileiros retornariam em fevereiro do ano seguinte, com o mesmo destemor que chegaram. 

- "Era um monte, uma montanha. Então eles estavam nos buracos, nas trincheiras acima, enquanto nós estávamos embaixo. Então eles levavam uma vantagem tremenda. No primeiro ataque, contra os alemães, nós apanhamos. Mas no último ataque não. Estávamos mais experientes" - comentou Cerski.

Por este feito, ele foi comissionado 2º Tenente R/1 convocado por bravura!



O sr. Tadeu ainda esteve na Batalha de Montese.

Chegando ao Brasil, foi promovido a 1º Tenente e ficou no 
Exército. alcançando a patente de Tenente-Coronel R/1 de Infantaria.


Após ir para a Reserva, recebeu inúmeras 
medalhas e homenagens do Exército:



Imagens coletadas há uns 15 anos atrás durante um documentário feito por uma emissora de TV nas instalações do Museu Militar do CMS. O TC vestiu um uniforme de combate original (que coube que nem uma luva, apresar dos seus 80 anos de idade). Ele vibrou muito neste dia!


Ten Nestor e Ten Cel Veterano Tadeu Cersky (falecido no dia 12/06/18, aos 97 anos) durante os preparativos de um documentário sobre a FEB dentro do Museu Militar do CMS:



Entrevistas com veteranos de guerra da FEB 
para o Projeto de História Oral do Exército:


















Fontes:

http://zh.clicrbs.com.br
clubedecbsddoexercito.blogspot.com
http://g1.globo.com

Faleceu em 05/06/2018

Enterrado com honras militares em Porto Alegre no dia 06/06/18.


RIP

Jamais será esquecido!!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Distintivo do Curso da Escola Superior de Guerra

Distintivo do Curso da Escola Superior de Guerra:


A Escola Superior de Guerra foi criada em 20 de agosto de 1949, sob a influência das experiências obtidas por um grupo de militares, capitaneados pelo Marechal César Obino, após o segundo conflito mundial e diante dos prenúncios de uma nova ordem, apontados pelo início da guerra fria. Esses militares acreditavam que o País poderia tornar-se uma grande potência, desde que houvesse vontade política e, sobretudo, gerasse um método de planejamento próprio.





Seu primeiro Comandante e Diretor de Estudos, o Marechal Cordeiro de Farias, foi sucedido pelo Marechal Juarez Távora. Desde essa época, estabeleceu-se um sistema de rodízio, sendo a Escola comandada, alternadamente, por oficiais-generais por militares do último posto das três forças singulares.




Ao assumir o comando, o Marechal Juarez Távora, juntamente com o seu antecessor, dedicaram-se a preparação da doutrina da Escola, estruturada nos campos político, econômico, psicossocial, científico-tecnológico e militar.






A busca pelo estímulo intelectual multidisciplinar fez com que em 1951, além de militares dos estamentos superiores das três forças, a Escola recebesse também a contribuição de civis do mais alto nível dos diversos segmentos profissionais da sociedade.


Ao longo de mais de sessenta e cinco anos de existência, cerca de oito mil esguianos foram diplomados, entre eles quatro Presidentes da República, Ministros de Estado e outras personalidades notáveis do cenário político brasileiro.


A ESG é um Instituto de ideias abertas ao debate livre e responsável. Subordinada diretamente ao Ministro da Defesa, funciona como Centro permanente de estudos e pesquisas.


Fonte: http://www.esg.br

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Uniforme de um Capitão de Mar e Guerra - Veterano da Grande Guerra e da Segunda Guerra Mundial

Uniforme de um Capitão de Mar e Guerra - 
Veterano da Grande Guerra e da Segunda Guerra Mundial:


Um pouco da sua história:

Serviu num cruzador durante a Primeira Guerra Mundial,
comandante do contratorpedeiro na Segunda Guerra Mundial e
foi Ministro da Marinha.




As barretas de condecorações do uniforme são assim identificadas:


1ª fileira: 

Medalha da Vitória (Brasil) - No final da Primeira Guerra Mundial, as nações vitoriosas criaram uma medalha, conhecida como a "Medalha da Vitória". A fita para cada nação era a mesma - um arco-íris duplo, justapostos com vermelho no centro, movendo-se para fora para violeta nas bordas. A frente de cada medalha possui uma figura alada da "Vitória", o inverso as palavras "A Grande Guerra pela Civilização". De todos os países do lado Aliado, as versões mais raras são do Siam e do Brasil. Já que este barrete pertenceu à um oficial da nossa Marinha de Guerra. Ele deve ter servido num dos dois cruzadores ou dois destróieres que estavam sob o comando de um Almirantado Britânico de 01 de agosto de 1918 a 19 de maio de 1919 ou um piloto naval que esteve em treinamento e em patrulhas na Inglaterra ou serviu juntamente em embarcações norte americanas durante a Guerra ou foi adido naval na Inglaterra / França / Itália / Estados Unidos da América. Somente 2.500 dessas medalhas foram produzidas para a concessão a estes marinheiros, soldados e pessoal médico.

Medalha de Serviço de Guerra (2 Estrelas) - Prevista no Decreto-Lei n° 6.095, de 13 de dezembro de 1943; Dec. n° 6.774, de 7 de agosto de 1944 e Dec. n° 1.638, de 16 de agosto de 1944. O Decreto-Lei nº 6.774, de 7 de Agosto de 1944, com nova redação aos §§ 1º, 2º e 3º do art. 1º e ao art. 2º do Decreto-Lei n. 6095, de 13 de dezembro de 1943, onde permaneceu instituída a medalha "Serviços de Guerra" que será concedida aos militares das Marinhas de Guerra Nacional e Aliadas, da ativa, da reserva ou reformados e aos Oficiais e tripulantes dos navios mercantes nacionais e aliados, que tenham prestado valiosos serviços de guerra, quer a bordo dos navios quer em comissões em terra. Na fita da medalha poderiam exibir uma, duas ou três estrelas de acordo com o tempo de serviço. Neste caso, 2 Estrela, tempo de campanha em operações serviço de guerra, na vigilância e defesa de portos, embarcado e treinamento de tática anti-submarina, ou servindo em ilhas oceânicas, por mais de um (1) ano.

Ordem do Mérito Naval (Oficial ou Comendador ou Grande-Oficial) - É uma ordem honorífica do Brasil criada com a finalidade de agraciar militares da Marinha que se tenha distinguido no exercício de sua profissão e, excepcionalmente, corporações militares e instituições civis, nacionais e estrangeiras, suas bandeiras ou estandartes, assim como personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que houverem prestado relevantes serviços à Marinha. Foi instituída pelo decreto nº 24659, de 11 de julho de 1934. A roseta do passador infelizmente caiu com o tempo, mas as possibilidades do Grau podem ser: Oficial (outorgada aos oficiais superiores das forças armadas) ou Comendador (outorgada aos oficiais-generais) ou Grande-Oficial (para  ministros de Estado, chefes de forças navais, chefes de Estado-maior das forças armadas e oficiais-generais das forças armadas de posto equivalente no mínimo, igual ou superior a vice-almirante).

2ª fileira:

Medalha Militar Brasil - Ouro (30 Anos) - Foi criada pelo Decreto n° 4.238, de 15 de Novembro de 1901, e destina-se a recompensar os bons serviços prestados pelos oficiais e praças do Exército, da Marinha e da Força Aérea Brasileira, em serviço ativo. A medalha é concedida a militares que completam decênios de bons serviços prestados às forças armadas, devendo os mesmos satisfazer condições tais como ser considerado merecedor por seu Comandante, Chefe ou Diretor e não ter sido punido disciplinarmente por transgressão atentatória à honra pessoal, ao pundonor militar ou ao decoro da classe. Medalha Militar de Ouro com passador de ouro (tempo computável: 30 anos).

Medalha de Prata do Cinquentenário da República (1889-1939) - Medalha em prata de lei oficial comemorativa do cinquentenário da Proclamação da Republica, 1939, com a imagem dos presidentes Getúlio Vargas e Marechal Deodoro da Fonseca.

Medalha Prêmio Revista Marítima Brasileira - Criada no Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1926, a Biblioteca e Arquivo da Marinha, subordinada diretamente ao ministro, é destinada á difusão da instrução entre o pessoal da Armada, bem como á guarda e conservação dos documentos oficias e demais papeis e livros uteis á Marinha. A Revista Marítima Brasileira é uma publicação destinada a tratar de quaisquer assuntos concernentes á Marinha de Guerra ou mercante. De acordo com o Art. 47, para estimular o estudo dos assuntos profissionais, o ministro da Marinha nomeará uma comissão especialmente incumbida de escolher dentre os trabalhos publicados na Revista Marítima, durante o ano, o que for, a seu juízo, de maior utilidade prática para a Marinha. E o Art. 48, o autor do trabalho escolhido pela comissão o ministro poderá conceder um prêmio, com o respectivo diploma. E o Art. 49, A Revista, em pagina especial, no primeiro número do seguinte ano, publicará o retrato e inscreverá o nome do autor e o titulo do trabalho premiado.

3ª fileira:

Grau Cavaleiro da Ordem do Sol Nascente do Japão - É uma ordem japonesa, estabelecida em 1875 pelo Imperador Meiji. Criada pelo Conselho de Estado, foi a primeira condecoração nacional entregue pelo governo japonês e uma das mais antigas ordens ainda em atividade no mundo. 

Medalha de Guerra (1914-1920) - Grã Bretanha - É uma medalha de campanha do Reino Unido, que foi concedida a oficiais e soldados de forças britânicas e imperiais para o serviço na Primeira Guerra Mundial. Duas versões do medalha foram produzidas. Cerca de 6,5 milhões foram cunhadas em prata e 110.000 foram feitas em bronze, esta última para a concessão para chineses, malteses e do Corpo de Trabalho indiano. Para a Marinha Real, Royal Marines e Forças Navais Coloniais, os critérios eram de 28 dias de serviço, mas sem um requisito para o serviço no exterior. 

Grau Cavaleiro da "Condecoración de la Orden de Mayo Al Mérito Naval" - Argentina - Estabelecida pelo Decreto Lei nº 16.629 de 17 de dezembro de 1957, ratificada pela Lei nº 14.467, a "Orden de Mayo", é um prêmio que foi concedido exclusivamente a cidadãos estrangeiros civis e militares que se destacaram por seus serviços e trabalhos pessoais e merecem a gratidão da nação Argentina.

4ª fileira:

Grau Cavaleiro da Ordem Real da Espada - Reino da Suécia - É uma ordem sueca de cavalaria criada pelo rei Frederico I da Suécia em 23 de fevereiro, 1748, em conjunto com a Ordem do Serafim e a Ordem da Estrela Polar. Concedida aos oficiais, e originalmente concebida como um prêmio por bravura e serviço particularmente longo ou útil, ela acabou se tornando um prêmio de mais ou menos obrigatório para oficiais militares após um determinado número de anos de serviço. A Cruz de Guerra da Ordem da Espada pode ser em ouro, prata e bronze. Elas são usadas na mesma fita.

"Cruz del Mérito Naval 1a. Classe" - Espanha - São concedidas ao mérito, trabalho, ações, eventos ou serviços distintos, que são feitas na prestação de missões ou serviços que ordinária ou extraordinariamente são confiadas às Forças Armadas Espanholas ou em conexão com a defesa.

Grau Cavaleiro da Ordem do Mérito do Chile - Foi criada em 1929 para corresponder ao atendimento prestado por exércitos estrangeiros a oficiais chilenos que estavam adidos em países amigos.



Alfaiataria identificada pelo telefone ainda com 6 digitos. 
Ela era localizada na Av. Rio Branco, Rio de Janeiro, DF.
(Anúncios dela foram achados na Internet de 1948 à 1952)


Detalhe mostrando como era fixado o Alamar de Oficial Superior no uniforme:

No ombro esquerdo possui uma espera para um gancho do Alamar


No peito esquerdo, dois botões escondidos abaixo da lapela


Distintivo de Comando Dourado e 
da Escola Superior de Guerra:




terça-feira, 18 de outubro de 2016

Veterano de Duas Revoluções

Veterano de duas Revoluções:


Ovídio Moojen Machado, nasceu em Lagoa Vermelha no dia 30 de Outubro de 1902, filho do professor Carlos de Oliveira Machado e de Malvina Moojen Machado. Seu avô, Major Ovídio Guilherme Moojen foi Comandante da 6a secção do B. da G. C. da Guarda Nacional. Em 1882, ainda durante o Império, foi eleito vereador. Fez parte da primeira composição da Câmara de Vereadores e foi eleito presidente do Legislativo em 1883 e em 1885. Seu mandato expirou em 1887. O major Ovídio Guilherme Moojen era natural do Paraná, tendo nascido em 19 de abril de 1838. Seu pai, o inglês John George Moojen, foi veterano da Guerra da Paraguaí. Ele era cirurgião do Exército Imperial Brasileiro no acampanamento de Aguapéi, onde prestava serviço na divisão sob as ordens do General José Gomes Portinho, barão de Cruz Alta (perdeu um filho na guerra).


Ovídio Moojen Machado, participou das Revoluções de 1930 e 1932 como oficial da arma da Cavalaria,  chegando à patente de Capitão (como era carinhosamente chamado pelos amigos e parentes). 


Depois destas experiências, saiu do Exército e constituiu família. Casou com Luizinha Marques Machado e teve sete filhos. Foi agrimensor, tabelião e intendente no norte do estado em Tenente Portela e passou o final da sua vida em Passo Fundo. Era considerado um grande caçador e por muitos anos foi companheiro de caçada de Arlindo Zatti (considerado o maior colecionador de Armas do Brasil nos anos 60-70).


Faleceu em Passo Fundo/RS em 1964.

RIP

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Fotografia de Estúdio - Febianos do Grupo Bandeirantes

Fotografia de Estúdio - 
Febianos do Grupo Bandeirantes:


A Artilharia Divisionária (AD) ao comando do general Cordeiro de Farias foi composta dos grupos de Artilharia I-GO-105 (Grupo de São Cristovão-Rio, sob o comando do Tenente Coronel Levy Cardoso), II-GO-105 (Grupo Monte Bastione, de Campinho-Rio, ao comando do Coronel Geraldo da Camino, sendo o primeiro a entrar em ação na Itália), III-GO-105 (Grupo Bandeirantes de Quintaúna, de São Paulo-SP, ao comando do Tenente Coronel José de Souza Carvalho), IV-GO-155 (Grupo Montese), ao comando do Tenente Coronel Hugo Panasco Alvim) e 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO da FAB, sob controle operacional da FEB);